sexta-feira, 18 de março de 2016

É o espetáculo de março fechando o verão

O espetáculo político
tumultua a república brasileira,
a imprensa com as gravações da investigação...
documentos que vazaram com alguma intenção...
Qual a intenção?
Incendiar o turbilhão?
Tumultuar a situação?
A Globo está bancando o espetáculo,
inflamando, infiltrando, maquiando, selecionando...
sempre parcialmente...
o que os "Marinho" tem em mente?
A disputa pelo poder
traz a tona armas imorais...
ou pra botar lenha na fogueira
ou pra blindar com uma cadeira.
E o tiro no pé?
Não pra defender essa "situação"
que votei no segundo turno
por falta de opção...
Dilma ao colocar Lula
como ministro da casa civil
demonstrou estar nula
diante essa política do Brasil.
O espetáculo está armado
e ameaçando a democracia,
cada dia mais frágil
com a desculpa de uma "cirurgia"...
Vou chover no molhado...
quero todos investigados,
com mudança política profunda.
Não quero essa troca de cadeiras
com financiamento de empreiteiras
com a desculpa: "impeachment senão afunda!"
A reforma política parece longe de acontecer,
o que nós estamos a ver,
ou rever,
é o poder sendo disputado,
com uma justiça que pende para um lado,
com um canal que convoca interessado,
com um rebanho que se sente convocado...
lembra 1964!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Devagar e sempre

Devagar e sempre,
tento fazer parte disso...
pra nunca parar,
sempre sonhar,
sempre escutar,
sempre lutar!

Ritmo constante?
Não necessariamente...
cada fase tem um ritmo.
Ritmo que eu faço...
posso controlar...
sei a realidade
que vou encontrar...

de caos e lama
de lama e caos
de intolerância
de ignorância
de individualismo
de muito "achismo"
de falta de empatia
de excesso de apatia

Mas não paro de sonhar,
pois devagar e sempre
ganho o fôlego que preciso,
pra ver aonde piso...
tentar transformar,
nunca conformar,
nem naturalizar!

Se a sociedade é construída,
tudo é mutável, imaginável e questionável,
por isso, sonhar é inevitável.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A opinião e o argumento

A opinião estava solteira,
saia para todos os lugares...
gostava do "blogs bares",
uma franquia de barzinhos,
onde cada filial tem seu gerente,
este decide o que vai servir aos clientes,
pratos recheados, vazios, frios, quentes,
azedos, amargos, ou rico em nutrientes.

A opinião adorava "linhas do tempo"
pois gostava de gritar...
mas existe um lugar 
que sempre tinha que passar...
era presença garantida nos "comentários",
ria e xingava todos que encontrava na discussão 
sempre acompanhada de seus amigos
o estereótipo, o ódio e a reprodução.

Mas a opinião se sentia incompleta,
pois mesmo sendo arroz de festa
ninguém lhe dava atenção,
não conseguia contribuir em nenhuma discussão,
em todos os lugares, berrava suas verdades,
mas nunca deixava saudades...

Depois de muito ignorada
encontrou-se com a reflexão,
que lhe apresentou suas amigas:
observação, humildade e audição.

Ficou um tempo sem aparecer nas festas,
preferia se reunir com suas novas amizades,
já havia criado um grau de afinidade.

Depois de muitas reuniões
a opinião foi apresentada ao argumento...
naquele momento surgiu um sentimento.

Os dois foram se entendendo,
os dois foram se envolvendo,
hoje estão grudados  
e são respeitados
em toda discussão
"Lá vem a opinião de mãos dadas com o argumento!"
"Eles vão contribuir em algum momento!"
"Sempre juntos de suas novas amigas..."
"As três serão madrinhas de casamento!"

A opinião acabou se afastando de seus antigos amigos...
o ódio e o estereótipo tiveram milhões de filhos
alguns estão perdidos, outros escondidos,
vários na internet e no fundamentalismo,
as vezes aparecem como pau ou cassetete,
ou em comentário quando vaza algum boquete,
as vezes aparecem apontando o dedo,
ou em ano par, nas eleições de mesmo enredo.

A reprodução também se multiplicou,
alguns foram pro lado da música,
da poesia e das boas ideias,
em parceria com a reflexão,
outros continuaram saindo com o ódio e o estereótipo,
e, quando convém, com alguma matéria da televisão...

A observação, a humildade e a audição
ficaram muito orgulhosas
por terem sido "cupidos" do casal
que vão viajar no fim do ano,
depois da cerimônia matrimonial...
insisti pra que ficassem para as festas,
mas eles nunca participam das ceias de natal.

terça-feira, 10 de março de 2015

O panelaço

Vaias, xingamentos, panelaço,
mas não são nervos de aço,
pois todo este estardalhaço,
é medo de ter em "seu" espaço
"quem já andou descalço".

O medo... virou ódio.
O ódio... virou panela.
Da varanda, da janela,
vem do condomínio,
não da favela...

A democracia está ameaçada
ou será mais um panelhaço?
Enquanto a histeria "de bem" chora,
mesmo tendo na barriga um certo inchaço,
azul e vermelho se juntam a aliado$
para sessões de abraço...

sábado, 31 de janeiro de 2015

O polvo

O polvo e seus tentáculos
pode te segurar os braços

O polvo lhe prende com suas ventosas

Te leva para dentro de bocas gulosas

O polvo tapará sua visão

com a tinta negra
confundirá sua percepção

O polvo lhe puxará pro fundo do mar,

lhe sufocando, até parar de respirar...

Não estou demonizando o animal,

mas verifiquem o significado
da palavra em espanhol...

O polvo está sempre calado,

esquinas  ao lado,
faça lua ou faça sol.

sábado, 11 de outubro de 2014

Coxinha

Coxinha é um salgado frito,
feito com frango desfiado temperado à gosto
envolvido com uma massa a base de farinha de trigo,
num formato que lembra uma coxa de galinha,
vendidos desde a unidade grande
ou em centos, pequenininha.

Curto pacas tal salgado,
é um dos meus preferidos,
principalmente quando fritos na hora,
esperando para serem comidos.

Mas essas coxinhas não
se restringem apenas as lanchonetes
ou a bares, onde se consomem
bolovos, kibes ou croquetes...

Há coxinhas que falam,
que berram, que gritam!!

Ancorados em seu moralismo,
misturado, muitas vezes,
com uma dose de fascismo,
tem seus alvos preferidos,
como, por exemplo, o feminismo...
e não entendem o movimento
que busca, junto aos homens, igual tratamento.
Mas pros coxinhas não existe o machismo
e falam "que isso é falta de pinto"
pois "as feministas vivem de coitadismo".

Falam tanto de vitimismo
que inventaram até um tal de "gayzismo"
E argumentam com:
"Eu respeito o homossexualismo,
mas não podem beijar em público,
muito menos na televisão,
vão influenciar nossas crianças
com essas coisas fora do padrão,
estão destruindo a moral
querem acabar com a família tradicional!"
Mas os coxinhas se esquecem que gays
são mortos por conta de sua orientação sexual.

Coxinha não entende a luta para a legalização da maconha
gritando que "esses maconheiros querem fumar mais",
ou "que está perdido esse rapaz, não sabe o que faz",
mas pega o carro bêbado depois da balada
correndo o risco de entrar numa cilada...
Pode bater, morrer e matar,
quem tava junto no rolê
ou quem tava indo trabalhar.

Pode, também, realmente destruir um lar,
basta pesquisar quantas famílias são marcadas
por um bêbado agressivo depois do bar.

Talvez não saibam que o álcool
também é uma droga que marginaliza...
E generaliza:
"Maconheiro é tudo vagabundo!
A PM tem que descer o cacete em todo mundo!"

Coxinha não gosta do Movimento dos Sem Terra,
e quando ouve sobre ocupação no jornal, berra:
"Esse MST só tem vadio, povo que não trabalha!"
Torcendo pro fazendeiro expulsar eles na bala.
O mesmo fazendeiro que tem terra concentrada,
pra te enfiar agrotóxicos ou pra não plantar nada.

O coxinha se esquece que é o trabalhador rural
quem faz o serviço braçal, no cafezal ou canavial,
debaixo do sol, ganhando mal, produzindo seu alimento,
lutando pela democratização da terra, necessário enfrentamento.

Percebemos que eles não gostam dos movimentos sociais,
vinheta tem que chama-los para vibrar suas cordas vocais.

Os coxinhas são contra a corrupção,
por isso saem na manifestação,
mas se esquecem que somos todos da mesma opinião...
Eu não conheço cidadão que sai
com uma bandeira na mão,
se dizendo pró-corrupção.

Nas eleições, eles que são os "esclarecidos",
mesmo usando mais a boca que os ouvidos,
vão esbravejar o seu ódio
e com preconceito argumentar:
"Aquele povo burro que não sabe votar
e troca voto por um jantar,
por isso não querem trabalhar,
temos que deles nos separar...
nas urnas era a hora de protestar!"

Sei que não podemos generalizar,
pois nem tudo pode coincidir,
mas sei também, que quem se incomodar,
quando ler... a carapuça irá servir.

sábado, 28 de junho de 2014

Fim de jogo

Fim de jogo!!!
Uns vão comemorar,
outros se preparam para xingar.

Muitos comemoram nas ruas,

em casa ou nos bares,
fazendo churrasco, bebendo cerveja,
ou buzinando na Governador Valadares.


Os de dentro do estádio
gritam que "o campeão voltou!",
mas são tão estúpidos
que o hino do adversário vaiou.


Os que torcem contra,

explicam seus motivos,
Se preparam pra gritar...
Os derrotistas vão discursar...


Inveja? Frustração?

Ou falta de amor no coração?

Não sei...

Mas soltam seus marimbondos denunciando a alienação,
falam do circo e berram sua opinião.
Chovendo no molhado...
Sabemos, meu amigo, que ainda falta pão
pra alimentar toda nação.

Mas passam a vida a criticar
os movimentos que se levantam pra lutar!

Não conseguem assistir a partida,
tomar uma cerveja,
relaxar suas mentes...
Não conseguem ser indiferentes.

Ficam mais preocupados com a felicidade alheia!
Talvez, mais nervosos que quem está torcendo...
Estão aí, rodando na cama, se remoendo.
Cuidado cara...
para não passar a vida inteira com o cotovelo doendo.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Números

Se tornou tão natural
a vida como algarismo
nem pareço um organismo
apesar de ser humano
e ter necessidades
sou visto como um número
mais um pras contabilidades

Para nos calar
dizem recursos faltar
somos apenas números
não podem nos ajudar
pois não temos prioridade
eles se interessam mais
com as estatísticas da cidade

Se o comércio cresceu
ou a industria desenvolveu
Mas a fome não desapareceu
Pois vivemos num mundo montante
acumulando as riquezas
onde alguns tem as receitas
mas a maioria paga as despesas

Tratados como números
cardinais ou ordinais
mas nunca como reais
Esqueceram nosso nome
Somos porcentagens eleitorais

O que você tem no bolso
É controlado pelas bolsas
são números que delega
mas diferente da moeda
não possuímos um valor
e vão medir nosso caráter
por quem for mais consumidor

Para depois nos esquecer
nos colocando em tabelas
separando-nos em celas
que será apresentado
nos deixando na vitrine
como os lucros do natal
mas não querem que eu opine

As tabelas são prisões
e dentro de um quadrado
vamos morando apertado
Depois servimos de amostra
ocupando algum gráfico
que em coluna ou circular
somos algum resultado

Muitas vezes inventado
muitas vezes manipulado
São um tormento
os números que compõem nosso tempo
mas percebi o perigo
pois julgam ser o número mais importante
é o que temos no "UM"bigo...

...avise seu amigo...

terça-feira, 6 de maio de 2014

A lista de compras

5 quilos de arroz,
2 quilos de feijão,
extrato de tomate
para os pacotes de macarrão.

Cebolas, alhos,
para seus belos olhos...
fritar, cozinhar, refogar,
precisarei dos litros de óleo.

Cenoura, abobrinha, batata,
quiabo, tomate, berinjela,
comprarei aos poucos,
senão estraga antes de ir pra panela.

Para me despedir do sol
o pão francês estará junto,
para comer de vez em quando
com mortadela ou presunto.

Sem esquecer da margarina
apesar da manteiga ser mais...
mais cara, mais gordurosa,
mais salgada, mais saborosa...

O café tem que estar presente,
o açúcar acompanha,
o sal para durar a "eternidade"
e o cheiro verde que usarei sem piedade...

As frutas e as verduras
também estarão presentes,
para que elas não estraguem,
as comprarei semanalmente.

As carnes da minha mistura
guardarei no congelador
e um punhado de limão cravo

que usarei como regador.

segunda-feira, 31 de março de 2014

...na puta que pariu!

Ditadura Militar
sinonimo de opressão
mesmo que alguns 
a chamem de revolução.
Nada nos foi acrescentado,
apenas algumas marcas e cicatrizes
feitas pelo próprio Estado
Autoritário...
Repressivo...
Pois passeata de protesto
não se podia fazer no período
Senão seria banido,
tomava chá de sumiço...
você quer voltar pra isso?
Então pense o que temos hoje...
liberdade de expressão,
direito a manifestação,
sem censura na informação,
Mesmo que essa ultima
trabalhe com a manipulação,
temos várias liberdades
que não tínhamos na sua "revolução".
E não me venha gritar
que os militares salvaram o Brasil,
me diga um ponto positivo
nos 21 anos do período febril.
Sei que estamos longe de ser uma maravilha,
pois nosso país tem problemas de mil,
mas não podemos retroceder...
Intervenção Militar na puta que pariu!